Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

CONVITE LANÇAMENTO DE LIVRO

 

Realiza-se hoje,  dia 29 de Fevereiro 2008, pelas 21h30m, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Fânzeres, a cerimónia de  lançamento do livro  Vago - o olhar” da poetisa Marta Dutra, vencedora da XVII edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres.

publicado por Manuel M. Oliveira às 00:27
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

SEGREDO

Sei um ninho

e o ninho tem um ovo;

e o ovo, redondinho,

tem lá dentro um passarinho novo.

 

Mas escusas de me tentar:

nem o tiro nem o ensino;

quero ser um bom menino,

e guardar

este segredo comigo,

e ter depois um amigo

que faça o pino

a voar.

 

Miguel Torga

publicado por Manuel M. Oliveira às 23:23
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

ZECA SEMPRE

clicar foto Página Especial

 

ZECA SEMPRE!

 

Muito Obrigado, Amiga Delta pela partilha.

 

A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro


A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma
espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

publicado por Manuel M. Oliveira às 15:00
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

IDENTIDADE

 

 

Tinha o seu nome no registo

E, para além, dos momentos de filosofia barata,

Do “penso, logo existo”, do “sei que nada sei”,

Tinha uma fome sem remédio a que chamava poesia.

Ao seu olhar, tudo tinha um certo espírito secreto

Que ninguém entendia, ou não queria !...

 

Tinha um incógnito rosto

E, um gosto absurdo de sofrer, a dor própria e a alheia,

E, um certo cansaço de ver

A mesma aranha tecer a mesma teia.

Era, tal como os mais,

Dono de tudo sem querer nada.

Raramente lia os jornais

E, acerca dele, a impressão dos outros pouco importava !...

O outro que tinha,

O outro que era, ...

O outro ? Que outro ?!

Sou eu !  

 

Manuel M. Oliveira

publicado por Manuel M. Oliveira às 23:10
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PARA QUEM EU AMO

Respiro o teu corpo:

 

sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

 

Eugénio de Andrade

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:52
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TROUXESTE OS SONHOS

Trouxeste os sonhos, a planura do ventre,
as madrugadas dos pomares.

 

E enquanto atravesso o itinerário das palavras,
a maciez diáfana dos teus olhos invade-me a alma,

 

Repenso o silêncio azulado do espanto
que amacia a rebentação das glicínias.

 

Lá onde moram os pinheiros mansos
e recebemos a inquietação, o tempo permanece insubmisso:

 

eu estarei um dia, com o meu corpo,
até à fundura íntima do infinito.


José Manuel Teixeira
in “RIOS DO INTERIOR”, obra vencedora do
XVI Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:50
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XXIII

 

Um pouco mais
e veremos florescer as amendoeiras
os mármores brilharem ao sol
o mar a ondear

 

um pouco mais
para nos levantarmos um pouco mais alto.

 


Yorgos Seferis (Γιώργος Σεφέρης)
poeta grego (1900-1971)
PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA DE 1963

 

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:48
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A LIXEIRA CULTURAL

Contribuo
com o que posso
para
a lixeira cultural

 

não é muito eu sei
outros dão muito mais
eu não passo de um amador
enfim

 

o importante
é cada um dar o seu melhor
como dizem os irresponsáveis

 

 

Alberto Pimenta

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:45
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CONFIANÇA

O oceano separou-se de mim
enquanto me fui esquecendo nos séculos
e eis-me presente
reunindo em mim o espaço
condensando o tempo.

 

Na minha história
existe o paradoxo do homem disperso

 

Enquanto o sorriso brilhava
no canto de dor
e as mãos construíam mundos maravilhosos

 

john foi linchado
o irmão chicoteado nas costas nuas
a mulher amordaçada
e o filho continuou ignorante

 

E do drama intenso
duma vida imensa e útil
resultou a certeza

 

As minhas mãos colocaram pedras
nos alicerces do mundo
mereço o meu pedaço de chão.

 

Agostinho Neto

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:44
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

CONVITE

Sessão de apresentação do livro de poemas:

 

Ela Nasce, da jovem poetisa, Zana (Susana Castro)

 

Auditório Municipal de Gondomar

pelas 21h.30, sábado, dia 16.Fevereiro.2007.
publicado por Manuel M. Oliveira às 13:14
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CEM ANOS DEPOIS

"Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter (...). Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo (). Dois partidos (...) sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...), análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no Parlamento, de não caberem todos de uma vez na mesma sala de jantar (...)". Isto foi escrito há 100 anos por Guerra Junqueiro, estrebuchava a Monarquia (que, a pretexto do regicídio, alguns patuscos de "blaser" e emblema da Causa Monárquica na lapela nos têm recentemente tentado vender como um eldorado perdido) nos últimos estertores. Porque o chapéu assenta singularmente no clima social e político finissecular que de novo vivemos, "Pátria" deve ser hoje o livro mais citado na blogosfera portuguesa, onde, expulsa dos media tradicionais, se exila grande parte da massa crítica que, entre nós, ainda mexe. É um sinal, o sintoma de uma doença. Até generais já andam por aí a assumir-se publicamente como "reservas morais" da nação. Quando a "reserva moral" já está na tropa, há boas razões de sobressalto cívico.

 

 

Manuel António Pina

in JN – 2008/02/14

publicado por Manuel M. Oliveira às 13:02
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

A INVENÇÃO DO AMOR

Em todas as esquinas da cidade

nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros

mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes

na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém

no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga

um cartaz denuncia o nosso amor

 

Em letras enormes do tamanho

do medo da solidão da angústia

um cartaz denuncia que um homem e uma mulher

se encontraram num bar de hotel

numa tarde de chuva

entre zunidos de conversa

e inventaram o amor com carácter de urgência

deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

 

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração

e fome de ternura

e souberam entender-se sem palavras inúteis

Apenas o silêncio  A descoberta  A estranheza

de um sorriso natural e inesperado

 

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna

Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente

Embora subterrâneamente unidos pela invenção conjunta

de um amor subitamente imperativo

 

Um homem uma mulher um cartaz de denúncia

colado em todas as esquinas da cidade

A rádio já falou   A TV denúncia

iminente a captura A policia de costumes avisada

procura as dois amantes nos becos e avenidas

Onde houver uma flor rubra e essencial

é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta

fechada para o mundo

É preciso encontrá-los antes que seja tarde

Antes que o exemplo frutifique

Antes que a invenção do amor se processe em cadeia

 

 

Importa descobri-los onde quer que se escondam

antes que seja demasiado tarde

e o amor como  um rio inunde as alamedas

praças becos calçadas quebrando nas esquinas

 

 

( Mas um grito de esperança inconsequente vem

do fundo da noite envolver a cidade

au bout du chagrin une fenêtre ouverte

une fenêtre eclairée )

 

 

DANIEL FILIPE
Poema dito por João Manuel Alves
Música de Pedro Abrunhosa – “Lua”

publicado por Manuel M. Oliveira às 14:38
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

BOLERO de RAVEL

part I

part II

 

Coreografia: Maurice Béjart

Bailarinos: Elisabeth Ros e Octavio Stanley

 

 

Les Uns et les Autres” de Claude Lelouch

Coreografia: Maurice Béjart

Bailarino: Jorge Donn

 

 

Simplesmente, magnífico!

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 18:48
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MODOS DE AMAR

 

 

Modo de amar – I

 

Lambe-me as seios
desmancha-me a loucura

 

usa-me as coxas
devasta-me o umbigo

 

abre-me as pernas
põe-nas nos teus ombros

 

e lentamente faz o que te digo:

Modo de amar – II

 

Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

 

a nuca a descoberto,
o corpo em movimento...

 

a testa a tocar
a almofada,
que os cabelos afloram,
tempo a tempo...

 

Por-me-ás de borco;
Digo:
ajoelhada...

 

as pernas longas
firmadas no lençol...

 

e não há nada, meu amor,
já nada, que não façamos como quem consome...

 

(Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

 

os meus seios pendentes
nas tuas mãos fechadas.)

 

Modo de amar – III

 

É bom nadar assim
em cima do teu corpo
enquanto tu mergulhas já dentro do meu

Ambos piscinas que a nado atravessamos
de costas tu meu amor
de bruços eu

 

Modo de amar – IV

 

Encostada de costas
ao teu peito

 

em leque as pernas
abertas
o ventre inclinado

 

ambos de pé
formando lentos gestos

 

as sombras brandas
tombadas no soalho

 

Modo de amar – V

 

Docemente amor
ainda docemente

 

o tacto é pouco
e curvo sob os lábios

 

e se um anel no corpo
é saliente
digamos que é da pedra
em que se rasga

 

opala enorme
e morna
tão fremente

 

dália suposta
sob o calor da carne

 

lábios cedidos
de pétalas dormentes

 

Louca ametista
com odores de tarde

 

Avidamente amor
com desespero e calma

 

as mãos subindo
pela cintura dada
aos dedos puros
numa aridez de praia
que a curvam loucos até ao chão da sala

 

Ferozmente amor
com torpidez e raiva

as ancas descendo como cabras
tão estreitas e duras
que desarmam
a tepidez das minhas
que se abrem

 

E logo os ombros
descaem
e os cabelos

 

desfalecem as coxas que retomam
das tuas
o pecado
e o vencê-lo
em cada movimento em que se domam

 

Suavemente amor
agora velozmente

 

os rins suspensos
os pulsos
e as espáduas

 

o ventre erecto
enquanto vai crescendo
planta viva entre as minhas nádegas

 

Modo de amar – Vl

 

Inclina os ombros
e deixa
que as minhas mãos avancem
na branda madeira

 

Na densa madeixa do teu ventre.

 

Deixa
que te entreabra as pernas
docemente

 

Modo de amar – VII

 

Secreto o nó na curva
do meu espasmo

 

E o cume mais claro
dos joelhos
que desdobrados jorram dos espelhos

 

ou dos teus ombros os meus:
flancos
na luz de Maio

 

Modo de amar – VIII

 

Que macias as pernas
na penumbra

e as ancas
subidas
nos dedos que as desviam

 

Entreabro devagar
a fenda – o fundo
a febre
dos meus lábios

 

e a tua língua
Vagarosa:

 

toma – morde
lambe
essa humidade esguia

Modo de amar – IX

 

Enlaçam as pernas
as pernas
e as ancas

 

o ar estagnado
que se estende
no quarto

 

As pernas que se deitam
ao comprido
sob as pernas

 

E sobre as pernas vencem o gemido

 

Flor nascida no vagar do quarto

 

Modo de amar – X

 

A praia da memória
a sulcos feita
a partir da cintura:

 

a boca
os ombros

 

na tua mansa língua que caminha
a abrir-me devagar
a pouco e pouco

 

Globo onde a sede
se eterniza
Piscina onde o tempo se desmancha
a anca repousada
que inclinas
as pernas retezadas que levantas

 

E logo
são os dentes que limitam

mas logo
estão os labios que adormentam
no quente retomar de uma saliva
que me penetra em vácuo
até ao ventre

 

o vínculo do vento
a vastidão do tempo

 

o vício dos dedos
no cabelo

 

E o rigor dos corpos
que já esquece
na mais lenta maneira de vencê-los

 

Modo de amar – XI

 

((Teu) Baixo ventre)

 

Nunca adormece a boca no
teu peito

 

a minha boca no teu baixo
ventre
a beber devagar o que é
desfeito

 

Modo de amar – XII

(Os testiculos)

 

Tenho nas mãos
teus testiculos
e a boca já tão perto

 

que deles te sinto
o vício
num gosto de vinho aberto

 

Modo de amar – XIII


(As pedras – As pernas)

 

São as pedras
meus seios
São as pernas

 

pele e brandura
no interior dos
lábios

 

rosa de leite
que sobe devagar
na doce pedra
do muco dos meus lábios

 

São as pedras
meus seios
São as pernas

 

Pêssegos nus corpo
descascados

 

Saliva acesa
que a língua vai cedendo

 

o gozo em cima...
na pedra dos meus
lábios

 

Jogo do corpo
a roçar o tempo
que já passado só se de memória,
a mão dolente
como quem masturba entre os joelhos...
uma longa história...

 

Estrada ocupada
onde se vislumbra
(joelhos desviados na almofada )

 

assim aberta o fim de que desfruta
o fruto do odor
o fundo todo
do corpo já fechado.

 

Modo de amar – XIV

(As rosas nos joelhos)

 

São grinaldas de rosas
à roda
dos joelhos

 

O âmbar dos teus dentes
nos sentidos

 

O templo da boca
no côncavo do espelho
onde o meu corpo espia
os teus gemidos

 

É o gomo depois...
e em seguida a polpa...

 

o penetrar do dedo...
O punho do punhal

 

que na carne enterras
docemente
como quem adormenta
o que é fatal

 

É a urze debaixo
e o fogo que acalenta
o peixe
que desliza no umbigo

 

piscina funda
na boca mais sedenta bordada a cuspo
na pele do umbigo

 

E se desdigo a febre
dos teus olhos
logo me entrego à febre
do teu ventre

 

que vai vencendo
as rosas – os escolhos
à roda dos joelhos, docemente.

 

Modo de amar – XV

(A boca – A rosa)

 

Entreabre-se a boca
na saliva da rosa

 

no raso da fenda
na fissura das pernas

 

Entreabre-se a rosa
na boca que descerra
no topo do corpo
a rosa entreaberta

 

E prolonga-se a haste
a língua na fissura
na boca da rosa
na caverna das pernas

 

que aí se entre-curva
se afunda
se perde

 

se entreabre a rosa
entre a boca
das pétalas

Maria Tereza Horta

PS.: ler ao som do Bolero de Ravel

publicado por Manuel M. Oliveira às 18:21
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AGORA É

 

 

 

Agora é diferente
Tenho o teu nome o teu cheiro
A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro

Agora estamos misturados
No meio de nós já não cabe o amor
Já não arranjamos
lugar para o amor

Já não arranjamos vagar
para o amor agora
isto vai devagar
isto agora demora

Manuel António Pina
Poesia Reunida

publicado por Manuel M. Oliveira às 17:38
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GONDOMAR, FIM DE TARDE

 

 

Devagar desce a encosta
rumo ao rio

Escolhe aquela hora
em que o sol exausto
abre uma fenda no horizonte

Mas não corras em direcção à costa
não te afastes desta margem
cujo nome do mar se apropriou

pois há lugares como este
onde o que há-de ser vaga
é ainda estrada de água
e sol desfeito

Que o olhar se perca antes
nesses campos

de um verde silencioso
entardecido

 

João Pedro Mésseder
“Gondomar em fundo”

publicado por Manuel M. Oliveira às 17:36
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