Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

FALHADO

«Qualquer indivíduo com mais de trinta anos que vá de autocarro para o emprego pode considerar-se um falhado», Margaret Thatcher, fazendo a apologia do transporte privado.

 

 

Em  PORTUGAL

Meio de Transporte Utilizado     

1990

2004

Autocarros   

20,5%

11,1%

Comboio

11,3%

3,8%

Automóvel 

54,6%

68,7%

Outros

13,6%

16,4%

                           

Notas: Portugal é o terceiro país com menos comboios por habitante.

          O peso dos combustíveis no orçamento dos portugueses é o segundo maior da Europa - 5,2% para uma média Europeia de 3,3,% !...

 

Tá-se mal. Tá-se, tá-se!...

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 18:54
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Sábado, 21 de Junho de 2008

EU GOSTO É DO VERÃO

 

Na Primavera o amor anda no ar.
Na Primavera os bichos andam no ar.
Na Primavera o pólen anda no ar
E eu não consigo parar de espilrar.

No Verão os dias ficam maiores.
No Verão as roupas ficam menores.
No Verão o calor bate recordes
E os corpos libertam seus suores.

Eu gosto é do Verão
De passearmos de prancha na mão.
Saltarmos e rirmos na praia
De nadar e apanhar um escaldão.
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol
Patrocinado por uma bebida qualquer.

No Outono a escola ameaça abrir.
No Outono passo a noite a tossir.
No Outono há folhas sempre a cair
E a chuva faz os prédios ruir.

No Inverno o Natal é baril.
No Inverno ando engripado e febril.
No Inverno é Verão no Brasil
E na Suécia suicidam-se aos mil

E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol
Patrocinado por uma bebida qualquer.
Patrocinado por uma bebida qualquer.
Qualquer.

 

Fúria do Açúcar

publicado por Manuel M. Oliveira às 16:06
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

PORTUGAL! PORTUGAL!

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                      BORA LÁ APOIAR A NOSSA SELECÇÃO.

publicado por Manuel M. Oliveira às 10:03
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

INSULTAI O PERIGO

"vós, ó portugueses da minha geração, que como eu não tendes culpa nenhuma de serdes portugueses, insultai o perigo"

 

Almada Negreiros

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 17:11
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ILHA



Deitada és uma ilha e raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente 
Deitada és uma ilha que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro 
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias

David Mourão-Ferreira

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 12:45
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MULATA

 

 

 

 

Os teus defeitos são graça
que mais me prendem, querida...
Mistério de duas raças
que se encontram na vida.

 

E, no mato, em nostalgia,
num exílio carinhoso,
fizeram essa alegria
do teu olhar misterioso.

 

E deram forma de sonho,
em seu viver magoado,
a esse estilo risonho
do teu corpo bronzeado...

 

Que é bem e grácil maneira
em que a volúpia se anima,
- bailando duma fogueira
queimando quem se aproxima!

 

A tua boca dolente,
cicatriz de algum desgosto
é um vermelho poente
no lindo sol do teu rosto.

 

E os beijos que pronuncias
são palavras dolorosas
Teus beijos são tiranias
são como espinhos de rosas...

 

Que me embriagam, amantes,
no éter do seu perfume...
Teus beijos são navegantes
sobre as ondas do ciúme.

 

Os teus defeitos são graças
desse mistério profundo...
Saudade de duas raças
que se abraçaram no mundo!

 

Tomaz Viera da Cruz

 

 

quadro de

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 12:14
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Sábado, 14 de Junho de 2008

CAMIONISTAS

Jorge Lemos, um dos promotores da paralisação das transportadoras, ao JN de 14/06/2008:

 

 

O que restou do protesto?

Uma mão-cheia de quase nada, uma classe dividida, um país mergulhado no caos, milhões de euros de prejuízos, a opinião pública contra nós e, pior do que tudo o resto, um colega morto.

 

Há transportadoras em excesso no país?

O sector está sobredimensionado. Há um excesso de oferta. A solução para muitos dos nossos problemas passa pela redução da frota. E pela capacidade de aumentarmos os preços aos clientes sem medo. Temos é de apostar na qualidade.

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 18:39
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CONVITE: TRIÂNGULOS POÉTICOS 2



Hoje, 14 de Junho, pelas 21h.30, na Junta de Fregue-
sia de Rio Tinto, sessão de apresentação do livro de
poesia, TRIÂNGULOS POÉTICOS 2, de Ana Castro, El-
vira Santos e Henrique Monteiro,  a cargo de Isaura 
Afonseca.
 
www.artescrita.com

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 18:08
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

JÁ NÃO ME IMPORTO



Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.

Fernando Pessoa

publicado por Manuel M. Oliveira às 23:01
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EURO TRANSFERÊNCIAS

Depois da transferência do Scolari para o Chelsea, parece que o Deco também vai a caminho. E a transferência do Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, como é que fica?

Enquanto não se decide eu, tal como o adepto da foto,

 

 

deixo aqui o NIB 0035-0050-9999-5555-4234-4, para a transferência…

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 00:10
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

IMPREVIDÊNCIA

O Governo deixou passar complacentemente as graves violações da liberdade e da legalidade perpetradas pela "greve" dos armadores de pesca (e ainda os premiou com várias cedências...). Agora parece ir também fechar os olhos à anunciada limitação da liberdade de circulação rodoviária pela "greve" das empresas de transporte. Já quando um grupo profissional ou sindical decide contestá-lo, actua e…

 

Ou me engano muito, ou o Governo está a arranjar lenha para se queimar...

 

Vital Moreira 

de textos do blog

CAUSA-NOSSA

 

e ler no JUMENTO

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:28
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CAMÕES



ANA MOURA canta CAMÕES



Soneto de LUÍS de CAMÕES
publicado por Manuel M. Oliveira às 19:05
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LUÍS VAZ DE CAMÕES

 

 

 

 

Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos;

E para mais me espantar

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos.

 

 

Luís Vaz de Camões

Figura cimeira da língua e da literatura portuguesas

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 10:27
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

O GOL

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A esfera desce
do espaço
veloz
ele a apara
no peito
e a pára
no ar
depois
com o joelho
a dispõe a meia altura
onde
iluminada
a esfera
espera
o chute que
num relâmpago
a dispara
na direção
do nosso
coração.

 

Ferreira Gullar

publicado por Manuel M. Oliveira às 22:20
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Domingo, 1 de Junho de 2008

CAPITALISMO: Ganância

Um pavão qualquer, a banhos de sol no seu iate, dá umas ordens de compra e venda entre duas passas num charuto e o arroz desaparece das escudelas das crianças africanas em agonia de fome.

 

O capitalismo exprime-se nos nossos dias como uma sociopatia à escala global. O regime económico que fez crescer o Ocidente, temperado na maior parte do seu percurso por sistemas políticos democráticos, estendeu-se a novos territórios - China, Índia... - que estimulam a sua natureza ávida, amoral e feroz. A febre do lucro campeia à rédea solta, violenta e sem remorso, e o mundo assusta-se.

 

Por que é que a China e a Índia crescem a mil à hora sob a sineta capitalista? Porque, além de possuírem mercados internos gigantescos e vorazes, os seus trabalhadores têm poucos direitos e os seus patrões poucos deveres. Eis a velha fórmula de sucesso do capital: operário dócil e miserável, amo rico e todo-poderoso. O Ocidente, esmagado por esta avalancha perversa e avassaladora, pressente a ameaça aos seus privilégios. Mas, incapaz de ser recriar a partir da virtude, torna-se bulímico, guloso. Gula: um dos pecados capitais.

 

O problema é que uma democracia não pode decretar o feudalismo laboral. Pode chegar lá, mas tem que adocicar o processo. Entra em cena o eufemismo. Meus amigos, diz o empresário, vamos tornar a nossa empresa mais competitiva. Quer dizer: vai haver despedimentos. Meus amigos, diz o Governo, os trabalhadores têm que ser mais flexíveis. Quer dizer: uma mão cheia de direitos vai de uma assentada por água abaixo.

 

Menos direitos, mais medo. Mais medo, menos protestos. Menos protestos, mais docilidade. A fórmula mágica. Lá no alto mar, a banhos de sol no seu iate, o pavão aplaude as democracias que se submetem à voz do dono: o capital. Mais umas quantas ordens de compra e venda, entre duas passas no charuto, e tem o dia ganho.

 

FERNANDO MARQUES

in JN – 01/06/2008

publicado por Manuel M. Oliveira às 19:21
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“Nem endeusamento do privado, nem diabolização do público”

“Há muita gente a viver mal em Portugal, em dificuldades, e a classe média está a empobrecer. É preciso encontrar soluções para isso" afirmou ontem Manuel Alegre no Porto. “A pobreza não é uma fatalidade nem é culpa dos pobres. É uma questão estrutural que pode ser vencida e que releva do modelo económico e do papel regulador do Estado.”

 

No debate "Nova esquerda e desigualdade: que políticas?" promovido pelo núcleo do Porto da Corrente de Opinião Socialista/PS, Alegre afirmou que “ser funcionário público hoje é quase um acto de resistência” e considerou que é preciso “restaurar o espírito de serviço público”.

 

Segundo Manuel Alegre, é preciso vencer as barreiras dos preconceitos. “Há uma colonização dos conceitos e da linguagem”, disse, “feita pelos neo-conservadores em relação a uma parte da esquerda”, mas “se falamos aos nossos com uma linguagem que não é a nossa, eles não nos entendem”, concluindo que “não é por acaso que deixou de se falar em socialismo e em capitalismo, duas palavras banidas do discurso politicamente correcto”.

 

Sobre o papel do Estado, Alegre considera que assistimos à “substituição do dogma das nacionalizações pelo dogma das privatizações” e afirmou que "pode haver situações em sejam necessárias nacionalizações para a própria sobrevivência da democracia". “Renacionalizar empresas não é pecado nem o Tratado de Roma o proíbe", frisou, explicando que o seu conceito de nacionalizar “é voltar a um Estado que assuma as suas responsabilidades no combate às desigualdades".O grande combate da esquerda hoje, segundo Alegre, “é saber se é possível ou não outra lógica na economia.” “Não podemos é aceitar”, concluiu, “a humilhação do Estado face à sociedade civil".

 

Lusa
in
www.manulealegre.com

 

publicado por Manuel M. Oliveira às 19:20
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