Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

MODOS DE AMAR (1)

Porque a época é propícia, repescámos post publicado aqui quase há um ano.

 

 

 

 

Modo de amar – I

 

Lambe-me as seios
desmancha-me a loucura

 

usa-me as coxas
devasta-me o umbigo

 

abre-me as pernas
põe-nas nos teus ombros

 

e lentamente faz o que te digo:

Modo de amar – II

 

Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

 

a nuca a descoberto,
o corpo em movimento...

 

a testa a tocar
a almofada,
que os cabelos afloram,
tempo a tempo...

 

Por-me-ás de borco;
Digo:
ajoelhada...

 

as pernas longas
firmadas no lençol...

 

e não há nada, meu amor,
já nada, que não façamos como quem consome...

 

(Por-me-ás de borco,
assim inclinada...

 

os meus seios pendentes
nas tuas mãos fechadas.)

 

Modo de amar – III

 

É bom nadar assim
em cima do teu corpo
enquanto tu mergulhas já dentro do meu

Ambos piscinas que a nado atravessamos
de costas tu meu amor
de bruços eu

 

Modo de amar – IV

 

Encostada de costas
ao teu peito

 

em leque as pernas
abertas
o ventre inclinado

 

ambos de pé
formando lentos gestos

 

as sombras brandas
tombadas no soalho

 

Modo de amar – V

 

Docemente amor
ainda docemente

 

o tacto é pouco
e curvo sob os lábios

 

e se um anel no corpo
é saliente
digamos que é da pedra
em que se rasga

 

opala enorme
e morna
tão fremente

 

dália suposta
sob o calor da carne

 

lábios cedidos
de pétalas dormentes

 

Louca ametista
com odores de tarde

 

Avidamente amor
com desespero e calma

 

as mãos subindo
pela cintura dada
aos dedos puros
numa aridez de praia
que a curvam loucos até ao chão da sala

 

Ferozmente amor
com torpidez e raiva

as ancas descendo como cabras
tão estreitas e duras
que desarmam
a tepidez das minhas
que se abrem

 

E logo os ombros
descaem
e os cabelos

 

desfalecem as coxas que retomam
das tuas
o pecado
e o vencê-lo
em cada movimento em que se domam

 

Suavemente amor
agora velozmente

 

os rins suspensos
os pulsos
e as espáduas

 

o ventre erecto
enquanto vai crescendo
planta viva entre as minhas nádegas

 

Maria Tereza Horta

publicado por Manuel M. Oliveira às 21:16
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