Os sucessivos aumentos do preço da gasolina e do gasóleo, com impactos em bens essenciais no custo de vida, estão a afectar negativamente a nossa economia e a levar muitas famílias ao desespero.
É verdade que o barril de petróleo está a atingir valores cada vez mais altos, muito por culpa da especulação financeira global. Mas Portugal paga em euros, que entretanto valem cada vez mais dólares. E basta ir a Espanha, que compra o “crude” ao mesmo preço que nós, para ver que há factores puramente nacionais que contribuem para termos um dos mais altos valores de venda ao público de combustível.
A liberalização do sector no mercado nacional, a partir de 2003, não conduziu à baixa de preços, até porque há poderosos factores externos cujo controle nos escapa.
Mas os combustíveis são decisivos para a competitividade da economia nacional e para o bem-estar das famílias. Para além da “golden share” do Estado no capital da Galp, que deve ser usada para evitar aumentos incomportáveis, o governo deve definir uma estratégia de médio prazo, chamando desde já todos os intervenientes directos, por forma a repartir melhor os inconvenientes da alta de preços do “crude”.
É preciso garantir às famílias e às empresas o acesso aos bens e serviços de interesse geral, como os transportes e os combustíveis. Um governo socialista não pode ter medo de fazer com que o Estado desempenhe o seu papel, quer na regulação do mercado, quer na intervenção correctora quando o mercado falha. É mesmo esse o seu dever: ter a coragem de intervir.
Manuel Alegre
www.manuelalegre.com
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