Todos passam fora do tempo
Todos passam fora do tempo
e fora de mim
nada mais do que sombras
e farrapos ao vento
Estendo-os numa corda
e vejo-os a todos balouçar
e contorcer-se pela vida
e a vida está dentro deles...
No sei a que te disse o mar de mim
No sei a que te disse o mar de mim
mas não disse o suficiente
pois não sabes onde me encontro
Eu sou essa luz
que o mar leva para as profundezas
e aí fico muda
envolta nos mistérios das andas
deserta e deserdada dos dias
numa limpidez que me acalma
que me renova
E esse o meu mundo
Para o descobrires
basta mergulhar sempre que fores ao mar
Por escrever
Por escrever
ficaram aquelas palavras
ditas ao ouvido
aqueles sons
articulados numa vaga interior
que o mar espalhou
pelas praias
e que ao entardecer
embalam a areia
Marta Dutra
“Vago-o Olhar”
XVII Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres
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