Eles não são maus. Maus, maus, são os outros, os sindicalistas, principalmente os da CGTP. E também os professores. E a esquerda arcaica que defende os serviços públicos e o papel regulador e interventor do Estado. E os desempregados. E os que não têm dinheiro para pagar a hipoteca da casa. E os jovens em trabalho precário. Esses são os maus.
Os outros, não, mesmo que tenham posto em risco, se é que não afundaram mesmo, o sistema financeiro mundial.
Agora, o Estado, que eles queriam mínimo, volta a ser o máximo: socializa as perdas, a pensar, segundo a senhora Merkel, nas pessoas, claro. Mas sem tocar nas mordomias deles, os donos, os gestores, os coveiros do sistema.
Ninguém é responsabilizado, ninguém presta contas, ninguém vai preso. Os fundamentalistas do mercado encostam-se ao Estado. E os tecnocratas continuam a perorar.
Em 1975, defendiam as nacionalizações e o sector empresarial do Estado, onde tiveram o cuidado de se encaixar. Depois foram os paladinos das privatizações, não sem antes assegurarem que continuariam onde estavam.
Agora defenderão o que for preciso. Nós cá estamos para lhes pagar.
Manuel Alegre
Diário de Notícias
15.10.2008
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