Depois da pesca à linha que culminou no passado dia 7 Junho, onde algum peixe graúdo se viu “enxotado” para os mares de Bruxelas (Comissões) e Estrasburgo (Plenários), pelos “tubarões” partidários que os não querem ver por perto, vai começar, agora, a disputa, entre peixe grado, mais ou menos influente nas estruturas de cada aparelho partidário.
É a “caldeirada” das legislativas, onde o peixe graúdo, que controla os partidos, faz acicatar os seus cardumes em conformidade com o tamanho e potencia das, respectivas, traineiras.
A raia miúda, embora contando, à mistura, aqui e ali, com alguns tigres marinhos, e muitos caciques locais, com mais ou menos peso urbanístico e na distribuição dos cobres, espalhados através de projectos urbanísticos e desordenamento do território, disputará uns jobs de “entretenimento” que não vão além de minhocas de sacristia.
Assim, as autarquias mais ricas e de maior influência politica, quer no local como a nível nacional, terão a sorte(?) de lhes calhar uma qualquer figura grada do panorama politico nacional. As autarquias pobres, isoladas e do interior do país, contarão com um qualquer caciquezito arrebanhador do máximo de peixe miúdo que possa e, naturalmente, que tenha o apoio dos mais fortes empreiteiros ou empresários a trabalhar para o município da zona.
As freguesias, esses parentes pobres do sistema político português e da gestão(?) autárquica, ficam ao cuidado dos boys da última linha na hierarquia que, muitos deles, com a barriga empertigada e julgando-se detentores de grandes poderes, decidirão das migalhas perdidas pelo chão, da “nossa” democracia. Nem se dão conta que os partidos lhes acenam com metodologias de trabalho diferentes das que as estruturas intermédias (concelhias e federações distritais) aplicam nas escolhas de candidatos e na formação de equipas a concorrer às respectivas eleições, de forma a garantir uma mínima estabilidade e governança caso venham a ganhar. Depois das eleições, muitos, nem aparecem, nas respectivas assembleias de freguesia, para respeitar o mandato que os eleitores, por engano, lhes atribuíram.
Ao nível das freguesias, parece que, o mais importante é fazerem-se listas de nomes nas quais se encaixem primos e primas, pais e filhos, amigos e amigas, namorados e namoradas, carregadores de bandeiras, comedores de jantares e frequentadores de comícios, depois se verá conforme os resultados eleitorais. O governo local é de somenos, não tem importância, até porque o povo continua distraído e não exerce os seus direitos/deveres de cidadania activa e permanente. Os militantes são chamados a participar em plebiscitos, já previamente decididos, que ofendem a democracia e sem qualquer efeito prático.
Tudo isto é capaz de mudar, quando o povo disser basta!
Zé Pessoa
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