“Um grupo de ex-dirigentes do PCP, alguns ainda militantes, critica a direcção deste partido por não ter entrado em acordo com o PS para uma candidatura coligada à Câmara Municipal de Lisboa. A crítica está expressa num documento assinado, na quinta-feira, por António Avelãs, António Licínio de Carvalho, António Manuel Garcia, Domingos Lopes, Fernando Vicente, José Manuel Mendes, José Tavares e Paulo Sucena.
No mesmo documento, os ex-dirigentes comunistas elogiam Helena Roseta por ter optado por entrar em acordo com o actual presidente da câmara, o socialista António Costa, de novo candidato pelo PS ao mesmo cargo.
A razão apontada quer para o elogio e apoio a Helena Roseta, quer para a crítica ao PCP prende-se com o risco de o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS, Pedro Santana Lopes, poder vir a ganhar o governo da capital.
O documento afirma que "num momento político em que se verifica um preocupante avanço das forças mais à direita" era "possível e justificável uma alargada candidatura de esquerda a uma autarquia com a relevância política, social, económica e cultural de Lisboa". E lamenta que, "infelizmente, tal desígnio não foi alcançado nos termos procurados". Ou seja, por PCP e Bloco de Esquerda (BE) não terem aceitado integrar uma grande coligação de esquerda.
O facto de o acordo que juntaria toda a esquerda ter falhado "não retira, antes acrescenta, significado político à decisão tomada pelo Movimento Cidadãos Por Lisboa [liderado por Roseta] ao aceitar integrar uma candidatura já existente, alargando-a politicamente numa perspectiva de participação cívica e cidadã, passando assim a ser uma entidade politicamente diferente e mais aberta que uma lista António Costa/PS".
Os ex-dirigentes comunistas mantêm uma posição frontalmente crítica do PS. Mas não consideram politicamente útil, em relação às próximas autárquicas, a atitude do PCP e do BE. "Independentemente da condenação da política global do governo PS, e ao invés das opiniões e práticas de algumas forças partidárias", dizem, a decisão de Helena Roseta "tornou mais viável a necessária derrota da direita/PSD/CDS/Santana Lopes em Lisboa".
António Costa uniu-se a Roseta e a Sá Fernandes para um novo mandato em Lisboa, mas falhou o acordo com PCP e BE .”
São José Almeida
In Público, 03-08-2009
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