“Que mundo este. Morre a Princesa do Traseiro-ao-Léu.
Bacoreca Sinfrásia de Aldipopes. Morre o tribilinto asfásico
dourada pluma de popotássicos futebóis tintáceos.
Ascende no ar um cheiro a Presidente. E a Imprensa
Cai em delíquio de pernoca e bunda…”
Assim escreveu Jorge de Sena na sua “Homenagem a Tristan Tzara”, revoltado com o silêncio à volta da morte do poeta romeno. Assim se poderia escrever perante a trasladação quase clandestina do autor de Sinais de Fogo. Devia ter sido notícia de primeira página e de abertura dos telejornais. Não foi. À noite, vi apenas uma nota de rodapé. Daqui a muitos anos terá sido esquecido o que entre nós nesse dia se passou. Mas saber-se-á com certeza que o dia 11 de Setembro de 2009 foi o dia em que ficou finalmente sepultado em Portugal o poeta Jorge de Sena, aquele que resumiu num só verso a amargura do exílio: “Eu sou eu mesmo a minha Pátria”. Ficou nos Prazeres. Mas o seu lugar é no Panteão Nacional.
Manuel Alegre,
11.09.2009
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